Espaço Celebrativo

É o espaço sagrado onde se desenvolve a sagrada liturgia. É o microcosmo onde os fiéis se colocam para celebrar o mistério pascal e depois voltarem para o macrocosmo, como novas criaturas e viverem o que oraram.

O espaço sagrado é para ser o espaço da criação de uma nova vida. Um lugar funcional, místico, acolhedor, despojado e simples, mas sem cair no simplismo ou mesmo no exagero. Há que se ter equilíbrio, harmonia e bom senso.

O espaço sagrado, em toda sua simbologia nos orienta para Deus. É o lugar de encontro com Ele e com os irmãos; este é o sentido da “casa da comunidade”, a renovação conciliar propõe então a facilidade de participação e sua funcionalidade.

O Concílio Vaticano II recupera a centralidade do Ressuscitado celebrado no altar, onde o povo de preferência, deve estar à sua volta, por isso exige espaço edificado ou readaptado, onde sua funcionalidade e seu simbolismo nos remeta ao divino.

SANTUÁRIO - Ou presbitério, faz parte do espaço celebrativo; é o local onde se desenvolve a ação litúrgica. Este espaço de culto deve ter medidas que permitam uma boa circulação e o desenvolvimento da própria liturgia. Ao redor do altar um espaço de dois metros de cada lado é o suficiente.

O presbitério deve estar discretamente elevado em relação a assembléia, mas sem exageros, em caso de uma igreja pequena quase se dispensa essa elevação. No presbitério estarão somente os sinais de Cristo, a saber:

ALTAR – Deverá ser suficiente para o presidente e os objetos da celebração apenas. Criativo na sua forma, necessita de material nobre, rígido e fixo em seu lugar para “falar” de Cristo Sacerdote, Altar e Cordeiro.

Sua visibilidade é reveladora do mistério de Cristo, por isso não se aconselha  encobri-los com imensas toalhas ou inúmeros panejamentos, basta o grande corporal para o momento da celebração, fora da liturgia o seu desnudamento não é sinal de descuido, mas significado catequético.

Colocar saídas para microfones com fios nas laterais da mesa do altar, fere a simbologia e a estética do local. Se realmente houver nescessidade, seria melhor colocar no chão, próximo da base do altar.

No tampo do altar, gravam-se cinco como símbolo das cinco chagas de Cristo, uma em cada canto e uma ao centro.

CADEIRA – Ou sédia, é o lugar da presidência que por excelência é o próprio Cristo Mestre e Doutor no ministério dos Bispos, Padres ou Ministros. Deve ser feita do mesmo material do altar.

MESA DA PALAVRA – Ou Ambão, é o lugar do anúncio ou proclamação da Palavra. Esta mesa tem o simbolismo de ser o sepulcro vazio do Senhor, Ele esta vivo e fala a nós.

A mesa da Palavra tem o mesmo valor e dignidade que o altar, ela deve ser feita do mesmo material que o altar e a cadeira, dando uniformidade naquilo que simbolizam e servem.

Faz parte ainda do presbitério a CRUZ PROCESSIONAL, que abre e fecha a celebração como sinal de vitória do Cristo Ressuscitado. Não é a cruz de parede a ficar exposta no presbitério como é de costume em muitos lugares, isto remonta o período Barroco, o qual se funde o sensorial e racional do sentimento humano onde nem sempre a espiritualidade centrava-se na objetividade do mistério. É nesse período que se desenvolve a espiritualidade das chagas, das dores do crucificado. Retoma-se então a objetividade do mistério que esta no Ressuscitado, no seu mistério pascal e por esta centralidade celebrada é que o presbitério não é o lugar das imagens, do padroeiro ou da padroeira, estas deverão ser em menor número e no corpo da igreja em algum espaço devocional.

O espaço da celebração é externo ao nosso coração, mas deve sinalizar e conduzir ao espaço interior, lugar da morada de Deus por excelência. Deve se evitar o personalismo, divergindo do sentido litúrgico ou teológico.

Na edificação de um novo espaço, reforma ou readaptação do espaço celebrativo, sempre é oportuno contar com pessoas capacitadas e ligadas com a vida litúrgica, seja na arquitetura , na engenharia, na arte sacra, em vitrais, mosaicos, imaginárias, metais, alfais, etc.


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